domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os 25 anos de Street Fighter - Os jogos da cronologia oficial


  
Por: Moreno Rocha
  
  Posso dizer, sem sombra de dúvida, que Street Fighter fez, faz e muito provavelmente continuará fazendo parte da minha vida, como também das vidas dos meus amigos do blog e de milhões de fãs de um bom jogo de luta ao redor do planeta. Sendo assim, resolvi estrear minha participação no lbergue Nerd com um post dedicado a essa série incrível e a sua evolução nesses 25 anos de existência. Destaco aqui os jogos que foram lançados para arcade que fazem parte da  cronologia original. 
  
File:Street Fighter.png
Retsu versus Ryu em Street Fighter 
  Street Fighter (1987) - O primeiro game da série foi curiosamente um dos menos conhecidos, ao menos do público brasileiro. O jogo foi desenvolvido pela japonesa Capcom, com um sistema simples mas inovador de gameplay, onde existia um joystick e 6 botōes (3 para soco e 3 para chute), permitindo ao jogador executar golpes especiais utilizando combinaçōes entre os controles. Esse sistema foi mantido praticamente em todos os jogos posteriores da série. Foi nesse jogo que nasceram três dos movimentos mais icônicos dos jogos de luta: o hadouken, o shoryuken e o tatsumaki senpukyaku. O objetivo do game era guiar o karateka japonês Ryu através das lutas até o chefão final, que neste game era o lutador de Muay Thai tailandês Sagat. Se um segundo jogador entrasse no game, ele automaticamente controlava Ken, que era a contraparte norte-americana idêntica a Ryu. Somente Ryu e Ken eram selecionáveis nesse jogo.

Curiosidade Nerd: Foi nesse jogo que surgiram o lutador ancião Gen e o Adon, aprendiz de Sagat. Ambos retornariam mais tarde em novos games da série.

                                                                         
Tela de seleção de SF II The World Warrior
   Street Fighter II e sequências (1991) - A sequência direta original, chamada Street Fighter II - The World Warrior basicamente moldou toda a série que viria a seguir, fazendo um sucesso estrondoso. Foi mantido o esquema de joystick e botões herdado do jogo anterior, porém a jogabilidade foi dramaticamente aprimorada, permitindo combos facilmente aplicáveis (quem não se lembra da sequência "apelativa" de voadora-e-rasteira?). Foram adicionados os agarrões e o número de personagens jogáveis subiu para 8, incluindo Ryu e Ken, que agora podiam ser selecionados independentemente. Sagat, junto com Balrog, Vega e M. Bison eram os chefes não  selecionáveis do jogo. Os novos lutadores eram:

  • E. Honda, lutador de sumô japonês, que quer provar que o sumô é o maior estilo de luta do mundo  
  • Guile, militar norte americano, que busca vingar a morte de seu amigo Nash nas mãos de M.Bison
  • Blanka, sobrevivente de um desastre de avião e criado na Amazônia brasileira (Blanka é norte-americano e não brasileiro, como a bandeira do país nos levava a acreditar)
  • Chun Li, policial e lutadora de artes marciais chinesa, que busca vingar a morte de seu pai nas mãos de M.Bison
  • Zangief, lutador de luta livre russo, que luta para glorificar a "Mãe Rússia"
  • Dhalsim, yogi indiano, que luta para salvar seu vilarejo na Índia
  • Balrog, lutador de boxe norte americano. Na versão japonesa tinha o nome de Mike Bison, o que era uma brincadeira com o nome de Mike Tyson. Ele foi expulso dos ringues por seu comportamento violento e se tornou subordinado a M.Bison
  • Vega, ninja espanhol. Na versão japonesa tinha o nome de Balrog. Narcisista e orgulhoso, se tornou subordinado a M.Bison para alcançar seus objetivos.
  • M.Bison, ditador de origem desconhecida. Na versão japonesa tinha o nome de Vega. Como todo bom vilão e ditador, pretende dominar o mundo.

 Street Fighter II - Champion Edition (1992): foi a sequência oficial de SFII, tendo a jogabilidade mais rápida, novo balanceamento, novo design de tela de seleção, novas cores, a possibilidade de cada jogador escolher o mesmo personagem e também a possibilidade de se escolher os chefões do jogo anterior. Estes chefões foram enfraquecidos para favorecer o equilíbrio do jogo.





    Menção honrosa: nos arcades também existia Street   Fighter II - Rainbow Edition. Uma versão pirateada, conhecido como Street Fighter de rodoviária, onde os golpes dos personagens foram totalmente alterados, tendo propriedades exageradas. No entanto, as lutas eram emocionantes justamente pelo exagero. Também era possível trocar de personagem no meio das lutas através do botão Start. Segue abaixo um vídeo dessa versão, que fez sucesso com os gamers brasileiros:

                                  



   

  Street Fighter II: Hyper Fighting (Conhecida no Japão como SFII: Dash) (1993): Foi uma sequência oficial lançada justamente para competir com as versões pirateadas (como a mostrada acima), trazendo um jogo ainda mais veloz, novos golpes e modos de jogo. 

  Super Street Fighter II: The New Challengers (1993): Introduziu ainda novas cores, novos golpes, novos cenários e novos personagens, que também apareceriam em jogos posteriores da série:

  • Dee Jay, kickboxer e músico jamaicano. Queria mostrar ao mundo sua arte musical em conjunto com seus socos e chutes.
  • Cammy, militar das forças especiais inglesas. Subordinada a M.Bison
  • Fei Long, lutador de kung fu chinês e artista de filmes de ação, com uma semelhança incrível com Bruce Lee. Queria provar ao mundo que suas habilidades são autênticas e não efeitos especiais de filmes.
  • Thunder Hawk, índio norte americano.Lutava para reencontrar sua esposa Julia e recuperar a terra de seu povo. 
Curiosidade Nerd: No final de SFIV, foi mostrado que Juli (lutadora manipulada por M.Bison), sofreu lavagem cerebral e é na verdade, Julia.

Tela de seleção de SSFII - Turbo
   Super Street Fighter II Turbo  (SSFII X: Grand Master Challenge no Japão) (1994): refinava a experiência do jogo anterior, trazendo os super combos, onde conforme o lutador golpeava o adversário, a barra de especial era preenchida. Quando ela era completada, podia ser usado o super combo, que causava grande dano ao oponente. Foi nesse jogo que também surgiu Akuma (Gouki no Japão), personagem secreto e super poderoso. Esse personagem voltaria a aparecer em jogos posteriores. Foi nesse jogo que o Shoryuken de Ryu e Ken perdeu a invencibilidade pela primeira vez. Apenas a versão de Akuma manteve essa propriedade.

  Street Fighter Alpha - Warrrior's Dreams (Zero no Japão, Brasil e Europa) (1995) e sequências -  Em SF Alpha, a Capcom resolveu retornar às origens dos personagens, trazendo versões mais novas dos mesmos em um jogo completamente novo. Foram introduzidos novos designs de personagens clássicos dos jogos anteriores, novos cenários, golpes e combos. Foi nesse jogo que apareceram pela primeira vez na série os Chain Combos e o Alpha Counter. O último permitia contra-atacar o golpe de um adversário no momento que se defende o mesmo, se utilizando de uma barra de especial acumulada. Ryu, Ken, Sagat, Chun Li, M. Bison e Akuma (que só era possível selecionar mediante combinação de comandos na tela de seleção de personagens) se mantiveram dos jogos anteriores, recebendo os novos personagens:

  • Adon, lutador de Muay Thai e discípulo de Sagat (apareceu em SFI). Lutava para vencer seu antigo mentor e mostrar que o Muay Thai é a maior arte marcial do mundo.
  • Guy, ninja japonês originário da série Final Fight. Buscava vencer M.Bison para eliminar o maior mal do mundo.
  • Rose, cartomante paranormal italiana. Lutava para vencer M.Bison e salvar o mundo da catástrofe.
  • Charlie (Nash no Japão), militar norte americano amigo de Guile, que foi morto na série original por M. Bison. Estava no encalço da Shadaloo, império traficante de armas de M.Bison e também do próprio.
  • Birdie, punk inglês que se compara em tamanho com Zangief. Planejava ingressar na Shadaloo.
  • Sodom, lutador norte americano obcecado pela cultura japonesa. Também originário da série Final Fight, onde era um dos chefões e levou o nome de Katana na versão norte americana.
  • Dan, paródia de Ryo Sakazaki e Robert Garcia da série Art of Fighting. Almejava vingar seu pai, vencido por Sagat. Era um personagem secreto.                                      
Street Fighter Alpha 2 flyer.png
Cartaz de SF Alpha II
  
  Street Fighter Alpha II (1996): Seguia o mesmo estilo visual e de jogabilidade do anterior, porém teve os Chain Combos retirados e recebeu o Custom Combo, onde o jogador podia utilizar todas as três barras de especial e criar combos totalmente novos, usando todo e qualquer golpe do seu personagem. Também recebeu novos personagens, que viriam a aparecer posteriormente em outros jogos da série, além de personagens que retornam de jogos anteriores:

  • Gen, originário de SF I. Único personagem que reteve os Chain Combos. Lutava para reviver seus dias de glória como lutador.
  • Sakura, estudante japonesa obcecada por Ryu e seu estilo de luta. Desejava ser treinada por Ryu.
  • Dhalsim, originário de SFII
  • Zangief, originário de SFII
  • Rolento, militar alemão de origem norte-americana especialista em bombas. Foi também um dos chefes de Final Fight. Pretendia criar sua própria gangue, após os acontecimentos de Final Fight.


Street Fighter Zero 2 Alpha (Brasil e Japão): Uma versão atualizada de SF Alpha 2. Os golpes de alguns personagens tiveram propriedades modificadas e foram incluídos novos modos de jogo, como o Survival Mode e o Dramatic Mode. Neste game também foram incluídos os persoangens:


  • Evil Ryu, versão maligna e com golpes herdados de Akuma
  • Shin Akuma, versão mais poderosa de Akuma, que só podia ser enfrentada depois que o jogador obtivesse uma série de vitórias em perfect no modo single player
  • Versões EX de alguns personagens, onde esses personagens tinham características de SFII -Champion Edition

 Street Fighter Alpha III (1998): esta sequência manteve o mesmo estilo gráfico dos anteriores mas sofreu uma enorme mudança no estilo de jogo. Foi introduzido o sistema "ISM", onde cada jogador precisa escolher um estilo ISM no início da batalha. Na prática, cada estilo ISM correspondia a estilos dos jogos anteriores,  da seguinte forma:

Tela de Seleção de SF Alpha III
  • O A-ISM (Z-ISM no Japão), que correspondia ao estilo de jogo da série Alpha, com 3 níveis de super combo, defesa aérea e nível de força intermediário. 
  • O X-ISM, que correspondia ao estilo de jogo da série Super Street Fighter II Turbo (X, no Japão), com uma barra única de especial, sem defesa aérea e golpes que causam maior dano.
  • O V-ISM, que correspondia ao estilo de jogo da série Alpha, porém se utilizando dos Custom Combos (O V era de "Variable"). Para jogadores mais experientes este modo era o mais devastador de todos, pois permitia criar combos que muitas vezes venciam o oponente rapidamente. Curiosamente, era o estilo onde os golpes causavam o menor dano.

 Este jogo era / é considerado o mais técnico da série Alpha. Permitia  o juggling (atingir o oponente com golpes seguidos até um certo limite, enquanto ele ainda está fora do contato com o chão. Essa capacidade é amplamente explorada no V-ISM), counters (golpe que apara o golpe do adversário, causando mais dano e permitindo também o juggling e chain combos aplicados no chão), agarrões utilizando botões fracos de soco + chute entre outras modificações. Foram também introduzidos novos personagens e outros que retornaram:

  • Rainbow Mika, lutadora de luta livre japonesa que tem Zangief como seu maior ídolo
  • Karin, herdeira de família rica japonesa, viajava o mundo para lutar com Sakura, que é sua rival
  • Cody, lutador norte americano amigo de Guy e também originário de Final Fight. Foi preso injustamente e está fugindo da polícia (aparece de algemas e roupa de prisioneiro).
  • Balrog (M.Bison no Japão), era um personagem secreto
  • Juni e Juli, duas lutadoras manipuladas pelo ditador M. Bison. 


Street Fighter III flyer.png
Cartaz de SFIII - New Generation
 Street Fighter III - New Generation (1997) e sequências  - SFIII foi a sequência oficial para SFII. O jogo foi produzido com um conceito totalmente novo, tendo todos os quadros de animação dos personagens desenhados a mão (de 700 a 1200 quadros para cada personagem), acompanhado belíssimos cenários. A jogabilidade também foi totalmente renovada. Além disso, de todos os jogos anteriores apenas foram mantidos Ryu e Ken, substituindo assim todos os outros personagens, dando sentido ao título New Generation. SFIII foi produzido sob o mais poderoso hardware da Capcom da época, o CPS3.

 Foram introduzidos novos recursos e características, como: barra stun, que conforme o jogador levava golpes, a barra diminuía. Ao chegar o final, o personagem caía "tonteado" e ficava suscetível a ataques. Também foi introduzido o parry, onde era possível bloquear rapidamente qualquer golpe do adversário (incluindo golpes especiais e até Super Combos), sem que fosse perdida energia no processo. Essa era uma técnica difícil, mas que em um alto nível de jogo era indispensável - dessa forma, era possível bloquear rapidamente e contra-atacar rapidamente. Os super combos passaram a se chamar Super Arts e só era permitido escolher um Super Art por partida.  Nesse jogo, os personagens também podiam pular em alturas variadas, permitindo ataques com pulos curtos sobre a cabeça do oponente, o que trazia uma nova dimensão de jogo.

 O jogo também recebeu novos prsonagens:

  • Alex, principal personagem do jogo, é um militar norte americano e buscava vingança contra Gill, por este ter vencido seu maior amigo Tom.
  • Elena, princesa guerreira africana, que queria conhecer novas pessoas pelo mundo. Ela luta Capoeira.
  • Dudley, boxeador aristocrata inglês, que buscava recuperar um carro raro de seu pai, roubado por Gill
  • Ibuki, ninja japonesa, queria vencer este torneio para ser aprovada em seu último exame como uma verdadeira ninja.
  • Necro, um russo que sofreu experiências nas mãos de Gill, obtendo poderes elétricos e de elasticidade do corpo. 
  • Oro, um eremita que buscava um sucessor digno para quem possa transmitir seu estilo de luta. Ele esconde um dos seus braços para que não mate seu oponente acidentalmente, apenas o utilizando em alguns ataques específicos.
  • Sean Matsuda, um jovem lutador brasileiro que está sendo treinado por Ken, e buscava aprimorar sua técnica e provar sua habilidade contra os outros lutadores.
  • Yang Lee, lutador de kung fu chinês, que em SFIII NG é apenas uma "palette swap" de seu irmão Yun
  • Yun Lee, lutador de kung fu chinês arrogante e orgulhoso, apesar de ser alegre e gostar de fazer as coisas de seu próprio jeito.
  • Gill, é o chefão do jogo. Podia manipular fogo e gelo, e é chefe de uma organização chamada de Illuminati.
 Street Fighter III - Second Impact (1997): Versão atualizada do jogo anterior, onde foram feitos ajustes de balanceamento dos golpes. Foram incluídos os movimentos EX, que eram versões mais poderosas de golpes normais e que gastavam uma barra de super quando eram utilizados. 

Tela de seleção de SFIII: Second Impact
Foram incluídos os seguintes personagens:
  • Akuma, retornando do jogo anterior como personagem jogável. Há uma versão super poderosa, Shin Akuma, que não era selecionável e só podia ser enfrentado mediante certas condições obtidas durante o modo single-player
  • Hugo Andore, gigante da luta livre, buscava encontrar um parceiro forte para lutarem juntos nas lutas de tag team. É acompanhado por sua agente, Poison. Originário de Final Fight, o personagem foi inspirado no lutador real de luta livre, André the Giant.
  • Urien, irmão mais novo de Gill. Desejava tomar o império Illuminati para si próprio. Podia manipular eletricidade e metal.

Street Fighter III - Third Strike (1999): Trouxe de volta Chun Li, uma das personagens originais da série. Trouxe também os novos personagens:
  • Chun Li, que buscava um órfão sob sua responsabilidade que foi sequestrado
  • Makoto, lutadora japonesa de karate que buscava recuperar o Dojo de seu pai
  • Q, homem misterioso que escondia sua face atrás de uma máscara e se assemelhava a um robô
  • Remy, francês revoltado contra todos pela morte de sua irmã e o desaparecimento de seu pai
  • Twelve, experimento de Gill que foi concluído com sucesso. Seu primeiro objetivo era matar Necro, que foi seu protótipo

  Fiquem com este vídeo clássico, que demonstra em poucos segundos o que é o parry e como ela é uma técnica difícil e decisiva para um jogo de alto nível. A luta é entre Daigo Umehara (Ken) e Justing Wong (Chun Li), dois dos maiores jogadores profissionais de Street Fighter do mundo.

Daigo VS Justing Wong - O clássico!

















Street Fighter IV e sequências (2008) - Após um longo tempo ausente, já era hora de Street Fighter retornar aos arcades e consoles (Foram lançadas versões para PC, PS3 e Xbox 360, o que possibilitou os altos números de venda que essa edição teve). A Capcom resolveu retornar as origens da série, prezando por um jogo mais acessível a iniciantes do que SFIII, porém com um espaço amplo para que jogadores de alto nível pudessem se desenvolver.

  Foram desenvolvidos gráficos totalmente novos, onde se mesclava um jogo de perspectiva 2D, como nos jogos clássicos, com cenários e animações tridimensionais. Dessa forma, em certos golpes e em ultra combos (como passaram a ser chamados os super combos dessa edição), as animações tinham efeitos 3D quase cinematográficos. Era possível enxergar com detalhes as expressões faciais de cada personagem, mostrando o que "sentiam" no momento do impacto de cada golpe. Além disso, a concepção gráfica de cada personagem foi refeita completamente, apresentando gráficos extremamente detalhados, fluidos e bem acabados. O objetivo era que os personagens passassem a impressão de que foram desenhados a mão.

 O mecanismo de jogo se manteve o mesmo dos anteriores, com 6 botões, 3 de soco e 3 de chute e um direcional. Foi   introduzido o Focus Attack, sistema similar ao parry de SFIII. Porém, nesse sistema era necessário pressionar botões de soco + chute médios, ao mesmo tempo. O personagem ficava em estado de defesa e, caso recebesse algum golpe, este golpe era absorvido, possibilitando o contra-ataque. O dano recebido se recuperava lentamente na barra de energia, caso o jogador não recebesse algum novo ataque durante a recuperação. Quanto maior o tempo que o jogador pressionasse os botões, maior é a capacidade de defesa e maior era o impacto do contra-ataque, permitindo até mesmo um contra-ataque indefensável. No entanto, existiam alguns ataques que tinham a propriedade de "quebrar" a defesa de um personagem que concentra o Focus Attack, deixando-o vulnerável. O Focus também podia ser cancelado e ser usado como link para combos ainda maiores.Também era possível cancelar golpes especiais e normais em um Focus, permitindo mudanças na estratégia e aumento da extensão de combos.

  Existiam duas barras de especial: a conhecida barra Super, que ia sendo completada conforme golpes eram desferidos e recebidos, e a barra Revenge, que quando completada em um nível mínimo permitia o Ultra Combo. Quanto mais completa era essa barra, maior o dano causado pelo Ultra Combo. Também estavam presentes os golpes EX, como em SFIII.

Demonstração do Focus Attack
















  Nesta versão, todos os oito personagens de SFII - World Warrior retornaram, e alguns novos foram introduzidos:
  • Abel, um lutador de artes marciais mistas (MMA) francês. Sofria de amnésia e buscava derrotar membros restantes da Shadaloo.
  • Crimson Viper, uma espiã norte americana altamente treinada, que usava eletricidade e fogo embutidos em sua roupa
  • El Fuerte, um luchador mexicano que aspirava se tornar um grande cozinheiro.
  • Rufus, lutador norte americano que desenvolveu um estilo próprio de kung fu e desejava vencer Ken, para se consagrar o maior lutador dos Estados Unidos.
  • Gouken, mestre de Ryu e Ken. Foi uma homenagem ao Sheng Long dito na frase proferida por Ryu em SFII.
  • Seth, o chefão do jogo, que buscava controlar o mundo.

Curiosidade Nerd: Em sua frase de vitória em SFII, Ryu dizia: "Você precisa vencer Sheng Long para ter uma chance". Existia um rumor que vencendo os inimigos em uma ordem certa, Sheng Long apareceria para que você pudesse enfrentá-lo. Mas esse personagem nunca existiu neste jogo. Gouken foi criado para homenagear esta "lenda" da série.

SSFIVAC-Select
Tela de seleção de Super SF IV





Super Street Fighter IV (2010) - Foi uma atualização do jogo anterior, trazendo novos personagens e novos cenários. Houve um rebalanceamento dos golpes e o retorno de personagens, como a inclusão de novos. Foi lançado principalmente para consoles e PCs e posteriormente para arcades (apenas no Japão). 




Juntamente com os personagens existentes de SF, foram trazidos os novos:
  • Dudley, originário de SFIII
  • Guy, originário de SF Alpha
  • Cody, originário de SF Alpha
  • Thunder Hawk, originário de Super SFII
  • Makoto, originária de SFIII
  • Ibuki, originária de SFIII
  • Adon, originário de SF Alpha
  • Dee Jay, originário de Super SFII
  • Fei Long*, originário de Super SFII
  • Rose*, originária de SF Alpha
  • Gen*, originário de SF Alpha
  • Cammy*, originária de Super SFII
  • Dan Hibiki*, originário de SF Alpha
  • Sakura*, originária de SF Alpha
  • Hakan, lutador turco, que possui um império de produção de óleo de cozinha. Ele quer mostrar ao mundo a arte de "luta livre no óleo turca"
  • Juri Han, uma lutadora sul coreana, que passou por uma cirurgia ocular que lhe deu poderes sobrehumanos. É a primeira vilã oficial do universo de Street Fighter

Os personagens com * também foram incluídos nas versões caseiras de SFIV.

Super Street Fighter IV - Arcade Edition (2010): Basicamente foram incluídos alguns personagens e houve um rebalanceamento dos golpes. Alguns jogadores afirmam que essa era a versão mais desbalanceada de todas, dando privilégio notável para Yun e Fei Long. São os personagens que vieram para esta versão:

  • Yun Lee, originário de SFIII
  • Yang Lee, originário de SFIII
  • Evil Ryu, originário de SF Alpha
  • Oni, "fusão" entre Gouken e Akuma. Possui poderes de ambos os personagens

Super Street Fighter IV - Arcade Edition Version 2012 Patch: Esse patch veio para corrigir problemas da versão anterior, como as características abusivas de Yun e Fei Long. Praticamente todos os personagens foram alterados. Foi uma resposta da Capcom ao feedback da comunidade internacional de jogos de luta.

Pessoal, assim chega ao fim nosso post, aguardando qual será o próximo jogo dessa série incrível!

Fontes: youtube.com, streetfighter.wikia.com, google.com, wikipedia.com, minha experiência jogando Street Fighter.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mortal Kombat - O grande torneio.


Por: Felipe Couto

  Esse post é longo, mas é com imenso prazer que venho falar dessa grande série de games de luta dos anos 90, pois, sou fã até hoje e esse foi um dos games que marcaram minha infância, junto com grandes amigos, espero que gostem.


  Mortal Kombat nasceu em 1992, criado por Ed Boon e John Tobias, em tempos que nos arcades (fliperamas), outra série de games de luta Street Fighter era a sensação do momento.
Os criadores tinham que desenvolver um game que rivalizasse com Street Fighter e fosse tão importante quanto, portanto, diferenças deviam ser notórias, e assim foram.

  Entre as novidades, as principais e mais visíveis eram realmente gráficas, onde atores reais emprestaram seus movimentos e imagens transformadas para 2D (visão de plataforma), e a outra novidade era a violência, algo incomum em games de luta da época, sangue voava após cada golpe desferido, e por fim, depois de vencer seu oponente, o fatality era desferido, uma finalização mortal que cada personagem obtinha uma. Isso além de atrair os jogadores convencionais, atraiam os mais adultos também. Mais tarde, o game foi lançado para os consoles Mega Drive e SuperNes.

(Lutadores principais do game)
  No primeiro game da longa série (de acordo com a imagem ao lado), Johnny Cage, Kano, Raiden, Liu Kang, Scorpion, Sub Zero, Sonya eram os lutadores principais, do qual participavam do torneio combatendo todos os demais, e por fim os vilões (chefes) principais do game, o monstruoso Goro e o feiticeiro Shang Tsung.

  A historia era melhor elaborada que a do concorrente, nada extraordinário, mas bem elaborada para um game de luta onde o que importa é surrar e matar o adversário.

  De geração em geração, um torneio entre mundos paralelos acontecia em um mundo chamado Outworld. Shang Tsung, organizador do torneio tinha em mente dominar outros mundos ao lado de seu superior, o imperador de Outworld, Shao Kahn.
Caso Shang Tsung obtivesse vitória, Tsung e Kahn teriam liberdade total para ir e vir no mundo perdedor, e assim, Liu Kang, Raiden, Johnny Cage e Sonya eram os responsáveis pela salvação da Terra.

  Mortal Kombat conseguiu combater de frente com Street Fighter (ainda, sem a rivalidade infantil de hoje em dia onde um fã rivaliza com outro fã), o game já fazia sucesso e também polemicas devido a violência, mas mesmo assim fez milhões de fãs mundo a fora (como eu).

  Não foi somente no mundo dos games que Mortal Kombat surgia.
Revistas em quadrinhos, card games, desenhos animados, seriados, show teatral e cinema, Mortal Kombat estava em várias áreas do entretenimento devido o grande sucesso.

  Mortal Kombat: Live Tour foi a peça teatral onde atores interpretavam personagens do game.

  As HQs tinham publicações da Midway studios (original do game) e Warner Bros.
  
  Mortal Kombat: Defenders of the Realm foi o desenho animado lançado em 1993, baseada no game Mortal Kombat 3.
  
  Em 1995 foi lançado Mortal Kombat: Conquest, seu primeiro seriado para TV, considerado  também um spin-off (trama fora da historia original) pela produtora.

Mortal Kombat o filme (1995). Sub Zero e Liu Kang

  Também em 1995, Mortal Kombat ganhou sua adaptação para o cinema, com direção de Paul W. S. Anderson (Aliens vs Predator e saga Resident Evil no cinema), estrelado por Christopher Lambert (Highlander) como o deus do trovão Raiden e Robin Shou (Dragão - A Historia de Bruce Lee) como o monge shaolin Liu Kang, e foi um enorme sucesso, diferente do filme de seu concorrente numero um, Street Fighter, estrelado por Raúl Juliá (A Família Addams) como M. Bison, e Jean-Claude Van Damme (O Grande Dragão Branco) como Guile.

  Com o sucesso do filme de 1995, Mortal Kombat: Annihilation,  foi sua continuação direta, mas não sendo tão bem recebido como seu antecessor.


Mortal Kombat Legacy - Os cyborgs Cyrax e Sector

  Em 2010 foi lançada sua segunda série, atualmente uma websérie transmitida pelo Machinima, Mortal Kombat: Legacy, que foi relativamente bem recebida, e agora em 2013 terá sua segunda temporada.  
De acordo com o a Warner Bros, o diretor da websérie (Kevin Tancharoen) irá, até o momento, também comandar o próximo filme de Mortal Kombat para o cinema


  


  Mas, voltando aos games, MK (para os mais íntimos) continuou, mantendo suas características marcantes e qualidades, isso ate (para muitos jogadores da série), o terceiro game da série.

(Shao Kahn e Shang Tsung)
  
  A historia evoluiu da seguinte forma: Shang Tsung perdeu o primeiro torneio, sendo derrotado pelo monge shaolin Liu Kang, que poupou sua vida.
Shao Kahn não faria o mesmo, e prestes a matar o feiticeiro, acaba sabendo de uma última estratégia de Tsung, que queria se redimir provando que teriam chances de derrotar os defensores da Terra caso o torneio acontecesse em Outworld, e assim chega Mortal Kombat II (1993).

  Até então a historia conseguia rumar bem, sendo que em Mortal Kombat 3 (1995), Tsung e Kahn haviam perdido novamente o torneio, e resolveram invadir o reino da Terra, que estava desprotegida por Liu Kang, Raiden e os demais estarem em batalha em Outworld, para que assim acontecesse o terceiro torneio.

  E assim vinham mais games da série em que continuavam a historia (por data de lançamento): 

(1996) Ultimate Mortal Kombat 3
(1996) Mortal Kombat Trilogy
(1996) Mortal Kombat 4 (a partir dai, a série abandona o sistema 2D para 3D)
(1997) Mortal Kombat Gold
(2000) Mortal Kombat: Special Forces (spin-off)
(2001) Mortal Kombat Advance 
(2002) Mortal Kombat: Deadly Alliance
(2003) Mortal Kombat: Tournament Edition 
(2004) Mortal Kombat: Deception
(2005) Mortal Kombat: Shaolin Monks
(2005) Mortal Kombat: Unchained
(2006) Mortal Kombat: Armageddon
(2008) Mortal Kombat vs. DC Universe (spin-off)     

  Para alguns a historia não importava muito, somente a diversão e violência eram o bastante, mas para muitos isso era exatamente o contrário, e foi ai que a série entrou em sério declínio. 
O game perdia seu brilho, pois, mesmo com a chegada de muitos novos personagens e tecnologia sempre crescente, a historia além de confusa, teve um péssimo cuidado, sendo quase totalmente descartada, e ultimamente reiniciada.


-  Nasce a esperança para a saga nos games:

  Mortal Kombat 9, ou originalmente Mortal Kombat (2011), é agora o reinicio da série e último game lançado pela Warner Bros e NetherRealm Studio.
É aqui que a historia foi reiniciada a partir da decisão dos criadores.

  Com ligação direta com o game antecessor (Mortal Kombat: Armageddon),  de pé só sobram Raiden e Shao Kahn lutando ate a morte no fim da historia, e Raiden fracassa.
Momentos antes de sua morte, o deus do trovão reúne suas últimas forças e consegue enviar uma mensagem mental para ele mesmo no passado, assim podendo reescrever o rumo da Terra e evitar certos erros que os levou ao fracasso.
O melhor disso tudo é como o enredo é contado, de forma simples, eficiente e divertida, através de cutscenes em um modo historia do game, que por sinal foi muito elogiado por todos os fãs da série.

(Scorpion e Sub Zero no cenário clássico The Pit)

  Com o uso da engine Unreal 3, o game nos trás um visual incrível, deixando a brutalidade ainda mais viva na tela. A volta do game visto/jogado em plataforma, mas com gráficos 3D em que a câmera do game pode dar closes e focos diferentes em certos movimentos e golpes dos personagens, foi um sucesso total.

  A jogabilidade porém mudou em alguns quesitos, como comandos para se executar golpes especiais dos personagens. Desde MK ate os antecessores deste, os comandos para executar tal golpe especial eram os mesmos, mas nesse game foi totalmente modificado, fazendo um veterano estranhar o que já sabia fazer a tempos atrás, mas nada que um pouco de prática resolva.

(Golpe x-ray de Liu Kang)

  Em compensação, as novidades ai compensam, possibilitando executar golpes especiais com mais força e hits de acertos usando uma barra de energia própria para tal, e o principal x-ray, golpe especial em que o lutador acerta um golpe dramático no oponente e a tela nos mostra o efeito do golpe em ossos e músculos, onde dentes e sangue voam pela tela, tudo com um visual de primeira.





(Baraka aplica seu fatality, partindo o adversário ao meio)

  Claro que não podemos esquecer dos tão famoso Fatalty.
Aproveitando o belo visual do game, os criadores quiseram resgatar o que Mortal Kombat tinha de assinatura, pois, no game anteriormente lançado (Mortal Kombat vs. DC Universe), a violência de Mortal Kombat foi reduzida quase a zero, devido a política que a DC tem, e não queria ver seus heróis arrancando cabeças nem queimando alguém ainda vivo em um game que eles fizeram parte.
Nesse ponto, Mortal Kombat também é triunfante, ignorando a polemica que poderia surgir devido a isso, os fatalitys estão de volta, mais sangrentos e violentos que nunca, presente mais que bem vindo aos amantes do game.


(Kratos em Mortal Kombat)

  Mais novidades foram adicionadas, como lutas entre times de 2 contra 2, a Krypta onde você navega e pode ver suas conquistas e colecionáveis do game, lutas agora online, e ate mesmo participações especiais como a de Kratos de God Of War (exclusivo para Playstation 3) e Freddy Kruger dos filmes A Hora Do Pesadelo.

  Efeitos sonoros e músicas muito bons para embalar as lutas, e linguagem para legendas em português, com alguns poucos erros mas em geral muito bom.
A volta dos mini-games entre as lutas test your myght também estavam de volta, junto com test your sight e test your luck.
O game também conta com legendas em português.

  Por fim, o game saiu para Playstation 3 e XBox 360. Havia rumores de uma versão para PC que não aconteceu de fato.


Curiosidade nerd: Inicialmente Mortal Kombat foi inspirado no filme O Grande Dragão Branco, e um de seus personagens principais, Johnny Cage, foi inspirado em Jean-Claude Van Damme. Ele até mesmo foi convidado para fazer a captura de movimentos de Johnny Cage, mas o ator estava ocupado demais com gravações no cinema.

Alguns lutadores de Mortal Kombat nasceram de erros (glitch) que o game tinha.

Uma delas foi Skarlet, devido erro em Mortal kombat 2 em que Kitana apresentava uma cor chapada de vermelho, e assim nasceu Skarlet, trajando uniforme vermelho em Mortal Kombat (2011).

O ninja Rain, surgiu de última hora sem ainda ter nome em sua criação, e um dos criadores deu o nome a ele devido a música Purple Rain, de Prince, como a música era romântica, Rain foi um galã em sua historia principal.

O ninja réptil foi a combinação de poderes de Sub Zero e Scorpion no primeiro game da série, um personagem escondido no fundo do cenário The Pit. Reptile usa cor verde devido a mistura das cores de Sub Zero e Scorpion (azul e amarelo).

Noob Saibot é um ninja negro controlador das sombras, que leva o nome dos criadores John Tobias e  Ed Boon ao contrário - Boon/Noob Tobias/Saibot.

 
• Gráficos (visual): 8,7
- Belos gráficos proporcionados pela Unreal 3 engine, ótima movimentação dos personagens e a brutalidade com novo visual. Só não é melhor devido a falta de uma boa suavização de serrilhados.
 
•  Áudio (sons e musicas): 9,0
- Os efeitos sonoros são muito bons, com divisão de sons competente, músicas bem escolhidas e algumas clássicas remixadas.

• Jogabilidade (controle): 9,0
- Jogabilidade rápida, resposta de comando igualmente eficiente e fácil para leigos no estilo pegarem o jeito. A mudança de comandos para alguns golpes especiais atrapalham no início, mas só no início, logo se pega a prática.

• Diversão: 10
- É muito bom e ate nostálgico jogar o game que trouxe de volta o melhor da série sem esquecer de nada. Detonar o computador e principalmente seus amigos e aplicar fatalitys no fim, é algo que só Mortal Kombat pode nos trazer.

Minha nota: 10

Obs: Como no blog em geral, essa análise é minha opinião em particular, e como cada um tem a sua, fique a vontade para comentar compartilhando a sua opinião com a gente.
 


Trailer do game:



Trailer onde Kratos aparece:


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Começa a última temporada de Spartacus.



Por: Augusto Brasil

Com o início da terceira temporada de Spartacus, intitulada de War of the Damned, caminhamos para o final da jornada do nosso herói trácio. A série foi baseada na vida de um escravo que foi transformado em gladiador após desertar de uma tropa auxiliar do exército romano. E como os roteiristas estão seguindo em parte a história original, podemos contar com a morte de Spartacus e a derrota do exército rebelde no final da série, o que ira deixar muitos espectadores tristes, como eu, já que o personagem conquistou os corações de muitos fãs ao redor do mundo.

A primeira cena já nos enche os olhos com uma excelente sequência de batalha. E contendo as clássicas cenas em slow motion da série, somadas a uma trilha sonora empolgante, o diretor nos da uma prévia do que nos aguarda.

(Ator Simon Merells interpreta o romano Crassus)

        Como relatado na história, é Marcus Licinius Crassus que derrota o exército rebelde, e a construção deste personagem na série está fantástica. O romano que é interpretado por Simon Merrells  se mostrou diferente dos outros romanos, já que não subestima os rebeldes pelo fato de serem escravos.
   
       Para derrotar Spartacus ele julga necessário aprender a lutar como ele, para isso ele conta com a ajuda e treinamento do campeão Hilarus (Richard Norton). Não irei dar muitos detalhes para não tirar a surpresa, mas digo que estou ansioso pelo episódio em que Crassus e Spartacus (Liam Mclntyre) ficarão cara a cara.

Enfim vamos acompanhar a temporada e aguardar pelo seu desfecho que espero ser no mínimo épico!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Crysis 3 - Beta multiplayer


Por: Felipe Couto

  Está disponível hoje (dia 29/01/2013) a demo (teste) do game Crysis 3, e vim falar minhas primeiras impressões.

  Como joguei a versão de PC, pude conferir o que todos esperam quando se fala de Crysis, os gráficos.

  Por ser multiplayer, e talvez por ainda ser uma versão demo, o game não chega a impressionar mais que o primeiro ou segundo da série, que graficamente já eram ótimos e bastante detalhados.
Feito também com uso do DirectX 11 (o que resulta em gráficos ainda mais polidos e belos), o game multiplayer está sim bonito, com bastante opções de ajuste referente ao visual, principalmente a suavização de serrilhados (anti aliasing), onde se pode optar por FXAA, MSAA e TXAA.

  O que sabemos é que, a versão completa do game e single player será visualmente mais refinado, e ai sim talvez sentiremos nossas placas de video suarem.

  Sobre o game, dois modos estão disponíveis, o Hunter, onde um grupo assume os hunters e o outro grupo os soldiers da organização inimiga do game. O outro modo é um Conquest, onde dois grupos conquistam territórios e roubam bandeira.

  O controle as vezes é bem leve, responde bem (dependerá da conexão e ping da pessoa) e em geral é divertido aproveitar as características que Crysis trás, como em destaque a nanosuit e seus modos de comportamento.

  O game completo sai dia 19/02/2013 para PC, Xbox 360 e Playstation 3.
Volto depois com uma impressão completa após ter a versão completa do game.


Trailer do game:


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Impressões - The Dark Knight Rises




Por: Felipe Couto

  Hoje, com imenso prazer vim falar de um filme que, na verdade, merece se falar da saga inteira.
 
  Batman, um grande e clássico personagem/herói do universo e editora DC Comics, recebe mais uma vez adaptações para o cinema, e dessa vez no comando do diretor Christopher Nolan, que por sua vez, conseguiu dar um toque mais dramático, com tom de filme policial/drama, mantendo o tradicional clima sombrio do herói no manto do morcego.

  Nolan obteve um tremendo sucesso, sendo até mesmo hoje em dia, referência para filmes de heróis inspirados com o tema dramático e sombrio, o que no fundo, não serve para qualquer personagem, pois, isso é questão de base, criação e características de cada personagem.
 
  É claro que nem Nolan nem ninguém agrada a gregos e troianos, existindo sim um público que não saiu satisfeito do cinema depois de ver as obras do diretor, por questão de conservadorismo talvez (se baseando diretamente nas HQs). Mas o que realmente vemos, é que mais agradou do que decepcionou.
 
(Um dos momentos mais esperados, o duelo entre o herói e vilão)
  The Dark Knight Rises nos apresentou o fechamento da querida trilogia. Nolan tentou se superar em todos os quesitos, principalmente no tom de seus personagens para trama, onde teve o cuidado de manter a curiosidade do publico após o grandioso e talvez único trabalho do falecido Heath Ledger, que interpretou o Coringa (Joker) no segundo filme Batman The Dark Knight, nos trazendo o vilão mais físico e violento Bane, interpretado por Tom Hardy, que na minha opinião fez um excelente trabalho, onde não só demonstra força bruta, mas também um ótimo senso de estratégia e brutalidade.
 
  Personagens como Miranda Tate (Marion Cotillard), Selina Kyle (Anne Hathaway), Gordon (Gary Oldman), Blake (Joseph Gordon-Levitt) e Alfred (Michael Caine) também tiveram grande importância, cada qual em seu espaço e tempo no decorrer do filme, com grandes atuações.
 
  Bruce Wayne (Christian Bale) conseguiu manter seu bom nível com o personagem, tanto como Bruce quanto Batman, que dessa vez teve realmente de ressurgir em meio ao terror e desespero que Bane cria, demonstrando que a Liga Das Sombras de Ra's Al Ghul ainda estava viva e vibrante na busca por vingânça e destruição de Ghotam City.
 
(Batman em seu módulo de fuga/motocicleta)
  O Filme de fato consegue nos passar falta de esperança na situação caótica, com ameaça a explosão nuclear e o controle total de Bane sobre a situação. Foi emocionante ver um herói vencer sua talvez pior queda e derrota, perda financeira, desentendimento com seu mordomo/amigo, a descoberta que a idade chega e seu corpo não suporta mais, e acima disso tudo mostrar que o senso de responsabilidade, perseverança e esperança pelo que se luta/defende, é bem maior.
 
  Cenas de ação competentes, as vezes demoradas para acontecer, mas de qualidade visando o estilo de ação do personagem. A tensão foi algo forte no filme, em parceria com a bela trilha sonora de Hans Zimmer, certamente será um filme, ou melhor dizendo, saga, que deixará saudades devido ao belíssimo trabalho feito por Christopher Nolan.

 
Curiosidade nerd: Durante uma sessão da meia-noite em um shopping de Aurora, Colorado, um atirador com uma máscara de gás abriu fogo dentro do cinema, matando 12 pessoas e ferindo outras 58. O único suspeito é James Eagan Holmes.  Em sua declaração à polícia, Holmes disse ser o Coringa, e que havia uma bomba armada para quem invadisse seu apartamento. A polícia realmente encontrou explosivos na residência de Holmes.  A Warner Bros. lançou um pedido de condolências, cancelou uma pré-estréia em Paris.


Minha nota: 9,5
 
Trailer do filme: