Por: Augusto Brasil
Uma dupla mais do que fora do convencional agitou o Velho Oeste norte americano. Quem diria que a parceria entre um dentista alemão, que agora trabalha como um caçador de recompensas, e um escravo recém liberto, em busca de sua esposa, renderiam um longa tão interessante? O carismático Dr Schultz, estrelado por Christoph Waltz, arrancou a todo o momento risadas da platéia. O personagem é tão carismático que até mesmo o seu cavalo, Fritz, é simpático, sempre respondendo quando apresentado. Já Django (Jamie Foxx) ficou um pouco escondido no filme tendo o seu momento de glória apenas no final. Talvez isso tenha ocorrido devido a atuação brilhante de Christoph Waltz, mas vale ressaltar que Jamie Foxx também cumpriu bem a sua missão.
Uma dupla mais do que fora do convencional agitou o Velho Oeste norte americano. Quem diria que a parceria entre um dentista alemão, que agora trabalha como um caçador de recompensas, e um escravo recém liberto, em busca de sua esposa, renderiam um longa tão interessante? O carismático Dr Schultz, estrelado por Christoph Waltz, arrancou a todo o momento risadas da platéia. O personagem é tão carismático que até mesmo o seu cavalo, Fritz, é simpático, sempre respondendo quando apresentado. Já Django (Jamie Foxx) ficou um pouco escondido no filme tendo o seu momento de glória apenas no final. Talvez isso tenha ocorrido devido a atuação brilhante de Christoph Waltz, mas vale ressaltar que Jamie Foxx também cumpriu bem a sua missão.
Preconceito,
intolerância, orgulho e inveja são alguns dos pontos que foram discutidos de
maneira bem sutil e muitas vezes representados apenas por olhares. Tarantino
conseguiu mostrar que o preconceito é um mau que está inserido também dentro das
próprias minorias. Isso ficou muito claro nas ações do Sr.Stephen (Samuel L.
Jackson), que talvez seja o mais preconceituoso de todos os personagens. E
ainda há os outros exemplos de escravos que invejavam e cobiçavam a posição
onde se encontrava Django, já que ele era um negro que tinha o privilégio de
andar a cavalo. Esse detalhe é mostrado na troca de olhares nada amistosos
entre Rodney (Sammi Rotibi) e Django, na viajem para Candyland.
Outro
ponto importante são os detalhes. A cena que mais me chamou a atenção foi a
morte do último dos três irmãos criminosos. A sequência ficou simplesmente
espetacular! E dou a minha cara a tapa se mais ninguém saiu com vontade de
“tomar uma gelada” depois do close nas canecas de chopp preparadas logo no
início do filme pelo Dr. Schultz.
Tive a ligeira
impressão de que os cinco ou dez minutos, na parte final, em que Django é
conduzido à pedreira como punição pela chacina em Candyland foram
desnecessários, e quebraram o ritmo do filme. Mas assistindo por uma segunda
vez pude perceber que na verdade é um momento importante, onde se mostra que
Django aprendeu muito bem a sua lição com o Dr. Schultz, já que usa dos mesmos artifícios de seu mentor
para escapar da situação. Até mesmo os trejeitos do velho Doutor são notados em
Django.
Em fim,
com diálogos interessante, ótima trilha sonora e ações nada previsíveis, Django
Livre acaba sendo uma ótima diversão e uma denuncia da ignorância humana. O
filme nos lembra de um passado triste em que pessoas eram negociadas como
mercadoria. E a vida humana valia muito pouco. O personagem de Cristoph Waltz
deixa isso muito claro ao dizer nas entrelinhas que mesmo sendo contra o
mercado de escravos, o trabalho dele como caçador de recompensas não era muito
diferente, já que o produto de seu ofício também eram vidas humanas.

Eu ia deixar minha impressão sobre o filme também, mas gostei tanto da do Augustin que faço dele as minhas palavras.
ResponderExcluirO filme é realmente muito bom, pra quem curte o estilão do Tarantino então...prato cheio.
Eu que não sou fã do estilo faroeste, adorei esse (Bravura Indômita também foi um que gostei, mas diferente disso aqui, claro).
Toque de humor, sarcasmo, crítica e violência...DJango é mesmo muito recomendado.