segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Adeus Fringe.

      

         Por: Augusto Brasil

        "I'm on my way".

        Para você que é fã da série, admita que não teve aquela pontinha de saudade ao ler essa frase? E que não lhe veio a cabeça a voz de Olívia Dunham (Anna Torv) e a sua expressão séria, ao atender o telefone antes de ir resolver mais um complicado caso Fringe? A série que era uma mistura de investigação policial e ficção cientifica chegou ao final de sua última temporada neste mês.

        Com personagens bem construídos e trama bem amarrada J.J. Abrams, em parceria com Alex Kurtzman e Roberto Orci, construíram um cenário no mínimo muito intrigante. Com histórias envolvendo Universos paralelos, ciência de borda, laços familiares e ética, Fringe conquistou fãs ao longo de suas cinco temporadas com um novo episodio a cada semana.

      Apesar de ser uma excelente série, a baixa audiência quase fez com que fosse cancelada em alguns momentos. Mas para a alegria dos fãs isso nunca aconteceu, já que teve um final bastante digno. A última temporada arrancou pontadas de nostalgia a todo o momento dos telespectadores, e foi um verdadeiro passeio pelas quatro temporadas que a antecederam, nos lembrando de casos antigos e a todo momento fazendo buscar na memória fatos que aconteceram no passado.
      
      A simbologia esteve mais presente do que nunca nesta quinta temporada, e os espectadores mais atentos irão se divertir bastante notando as mensagens subliminares que os roteiristas deixaram ao longo dos episódios.
      
      (Spoiler: A cena que mais me marcou foi uma nos primeiros episódios da temporada,  onde o Dr. Walter Bishop (John Noble) estava desiludido após ter o plano contra os Observadores apagado de sua memória. Me lembro que ela termina com ele sentado em um carro, todo quebrado, ouvindo uma música que não me recordo, ouvir música era um dos passatempos prediletos do carismático doutor. E bem no final ele nota que em meio àquele cenário em ruínas uma flor brotou de uma rachadura no asfalto. Para mim e acredito que para o Dr. Bishop, aquela flor representou que nem tudo estava perdido.)
       
 Astrol, Aspirin, Asterisk... enfim, foram muitos os nomes que a Agente Astrid Farnsworth (Jasika Nicole) recebeu ao longo dos quase 100 episódios de Fringe ao ajudar o gênio, e louco, interpretado por John Noble. Os dois formaram uma grande dupla, e irei sentir falta da cumplicidade entre gênio e assistente que na verdade foi muito mais além do que isso. 
    
    Astrid foi uma verdadeira amiga para o perturbado doutor e nas palavras dele a única que o compreendia. Estou bastante ansioso para ver John Noble em seu próximo papel. O ator foi o que mais me surpreendeu na série pela sua brilhante atuação. Ele realmente conseguiu dar vida a um personagem extremamente interessante, e aposto que você também nem piscava os olhos quando o Dr. Bishop aparecia na tela. 

       Bom irei encerrado por aqui acho que já falei demais. Acredito que todos nós iremos sentir saudades dessa turma. E espero que J.J. Abrams acerte em mais séries, e filmes também, como acertou em Fringe. Estou até agora com aquela sensação boa de satisfação quando saímos da sala de cinema depois de ver um bom filme (apesar de não ser um filme). Essa última temporada foi uma verdadeira homenagem aos fãs e volto a repetir concluiu muito bem a série. Terei saudades. 

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