segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Impressões - The Dark Knight Rises




Por: Felipe Couto

  Hoje, com imenso prazer vim falar de um filme que, na verdade, merece se falar da saga inteira.
 
  Batman, um grande e clássico personagem/herói do universo e editora DC Comics, recebe mais uma vez adaptações para o cinema, e dessa vez no comando do diretor Christopher Nolan, que por sua vez, conseguiu dar um toque mais dramático, com tom de filme policial/drama, mantendo o tradicional clima sombrio do herói no manto do morcego.

  Nolan obteve um tremendo sucesso, sendo até mesmo hoje em dia, referência para filmes de heróis inspirados com o tema dramático e sombrio, o que no fundo, não serve para qualquer personagem, pois, isso é questão de base, criação e características de cada personagem.
 
  É claro que nem Nolan nem ninguém agrada a gregos e troianos, existindo sim um público que não saiu satisfeito do cinema depois de ver as obras do diretor, por questão de conservadorismo talvez (se baseando diretamente nas HQs). Mas o que realmente vemos, é que mais agradou do que decepcionou.
 
(Um dos momentos mais esperados, o duelo entre o herói e vilão)
  The Dark Knight Rises nos apresentou o fechamento da querida trilogia. Nolan tentou se superar em todos os quesitos, principalmente no tom de seus personagens para trama, onde teve o cuidado de manter a curiosidade do publico após o grandioso e talvez único trabalho do falecido Heath Ledger, que interpretou o Coringa (Joker) no segundo filme Batman The Dark Knight, nos trazendo o vilão mais físico e violento Bane, interpretado por Tom Hardy, que na minha opinião fez um excelente trabalho, onde não só demonstra força bruta, mas também um ótimo senso de estratégia e brutalidade.
 
  Personagens como Miranda Tate (Marion Cotillard), Selina Kyle (Anne Hathaway), Gordon (Gary Oldman), Blake (Joseph Gordon-Levitt) e Alfred (Michael Caine) também tiveram grande importância, cada qual em seu espaço e tempo no decorrer do filme, com grandes atuações.
 
  Bruce Wayne (Christian Bale) conseguiu manter seu bom nível com o personagem, tanto como Bruce quanto Batman, que dessa vez teve realmente de ressurgir em meio ao terror e desespero que Bane cria, demonstrando que a Liga Das Sombras de Ra's Al Ghul ainda estava viva e vibrante na busca por vingânça e destruição de Ghotam City.
 
(Batman em seu módulo de fuga/motocicleta)
  O Filme de fato consegue nos passar falta de esperança na situação caótica, com ameaça a explosão nuclear e o controle total de Bane sobre a situação. Foi emocionante ver um herói vencer sua talvez pior queda e derrota, perda financeira, desentendimento com seu mordomo/amigo, a descoberta que a idade chega e seu corpo não suporta mais, e acima disso tudo mostrar que o senso de responsabilidade, perseverança e esperança pelo que se luta/defende, é bem maior.
 
  Cenas de ação competentes, as vezes demoradas para acontecer, mas de qualidade visando o estilo de ação do personagem. A tensão foi algo forte no filme, em parceria com a bela trilha sonora de Hans Zimmer, certamente será um filme, ou melhor dizendo, saga, que deixará saudades devido ao belíssimo trabalho feito por Christopher Nolan.

 
Curiosidade nerd: Durante uma sessão da meia-noite em um shopping de Aurora, Colorado, um atirador com uma máscara de gás abriu fogo dentro do cinema, matando 12 pessoas e ferindo outras 58. O único suspeito é James Eagan Holmes.  Em sua declaração à polícia, Holmes disse ser o Coringa, e que havia uma bomba armada para quem invadisse seu apartamento. A polícia realmente encontrou explosivos na residência de Holmes.  A Warner Bros. lançou um pedido de condolências, cancelou uma pré-estréia em Paris.


Minha nota: 9,5
 
Trailer do filme:


3 comentários:

  1. Nolan conseguiu fazer o que nenhum outro diretor conseguiu anteriormente com um super herói dos quadrinhos, em um filme de Hollywood. Nessa trilogia, ele não só revitalizou o personagem, apagando da memória das pessoas a versão humilhante de Joel Schumacher, como criou uma versão cinematográfica plausível, visceral e intrigante do Cavaleiro das Trevas e de toda a mitologia que o envolve.
    O que ele produziu, na verdade, vai muito além do filme padrão de super herói. São filmes que prendem a atenção do início ao fim, com tramas complexas e inteligentes, ação sem exageros e personagens na maior parte das vezes extremamente bem construídos. Basta ver a "evolução" de Harvey Dent no segundo filme, onde
    conforme o filme passa, ele fica cada vez mais instável física e psicologicamente.
    Para mim, o melhor filme dos três ainda é o segundo, porém TDKR é um fechamento muito apropriado para a Saga. Como você falou, excelentes atuações e o papel do Bane (que foi totalmente ridicularizado na versão de Schumacher) deram o tom do filme, além da reviravolta no final.
    Qualquer diretor que agora receba Batman em suas mãos terá fatalmente que lidar com todo esse legado deixado por Nolan. Penso que ele só terá duas opções: Realizar outro reboot, sem referências ao "Batman de Nolan" ou seguir fielmente o conceito criado na Saga, o que eu acho mais difícil, uma vez que provavelmente sairá do realismo, já que o que vem por aí é a Liga da Justiça. Vamos acompanhar o desenrolar dos próximos capítulos...

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  2. É verdade meu velho, vc ta certo.

    E a respeito do trabalho reconhecido do Nolan, ele quem esta produzindo o novo Man Of Steel (Homem De Aço), com direção do Zach Znyder, que dirigiu 300 e Watchmen.

    Pelo trailer lançado, gostei do que vi, e torço pra que o Superman também receba um filme a altura.

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  3. Realmente meu amigo... eu vi os trailers do novo Homem de Aço e também me agradaram.
    Tomara que o Nolan "contamine" os filmes dos outros integrantes da Liga, pra que eles possam ter uma tônica mais realista, dentro dos seus próprios limites. Zack Snyder é outro que me agrada, por causa exatamente desses filmes que você citou.
    Acho que tem muita coisa boa vindo por aí! Vamos acompanhar!

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